Roberto Bueno é é Doutor em Filosofia do Direito pela Universidade Federal do Paraná (2011) (UFPR / Nível 6 CAPES). Professor adjunto IV da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Professor da Faculdade de Direito e Relações Internacionais da UFU. Professor do Programa de Pós-Graduação (Mestrado) da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB). Mestre em Filosofia pelo Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal do Ceará (2011-2012). Mestre em Teoria do Estado e Filosofia do Direito pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da UNIVEM (2006). Especialista em Direito Constitucional e Ciência Política pelo Centro de Estudios Constitucionales de Madrid (1994). Pós-Doutor (UNIVEM). Graduado em Direito pela Universidade Federal de Pelotas (1992). Coordenador da Rede Internacional de Estudos Schmittianos (RIES), integrada por especialistas de diversos países. Pós-dotorando em Direito pela Univerisdade Federal Fluminense. Tem experiência em pesquisa em Filosofia do Direito, Filosofia Política e Moral. As linhas de pesquisa são: totalitarismo, democracia, ditadura, Estado de exceção, fascismo, política, liberdade e (des)igualdade, pensamento político brasileiro conservador do século XX, constitucionalismo norte-americano clássico.
Introdução à Conversa: Apresentação do professor Roberto Bueno, referência a uma conversa anterior sobre Carl Schmitt (episódio 151 do podcast filosofia pop, três anos antes https://filosofiapop.com.br/podcast/151-carl-scmitt-com-roberto-bueno/). Formato: Exposição inicial longa do professor, seguida de debate com Marcos e Felipe Farias (estudante de Direito). Objetivo da Palestra: Explorar a evolução biobibliográfica de Carl Schmitt, focando no estado de exceção e ditadura, e analisar se há continuidade ou ruptura na obra em relação a 1933 (adesão ao Partido Nacional Socialista, junto com Heidegger). Biografia e Contexto Histórico de Schmitt: Nascimento em 1888; influência do marxismo (Marx morreu pouco antes); juventude durante a Primeira Guerra Mundial; escritos iniciais (1910-1918); oposição à República de Weimar (1919), vista como liberal, democrática e iluminista; impacto da derrota alemã na guerra e Tratado de Versalhes; crítica ao regime guilhermino e ao liberalismo. Crítica à República de Weimar: Schmitt como antirepublicano, antidemocrático e conservador; visão de Weimar como incapaz de lidar com crises pós-guerra; endividamento e instabilidade política; referência a autores como Stefano Pietro Paoli e Danilo Zolo. Artigo 48 da Constituição de Weimar: Análise detalhada dos incisos (especialmente o segundo e quinto); pensado como trava contra maiorias antidemocráticas, mas usado para fins opostos; interpretação schmittiana como ferramenta para ditadura e exceção. Evolução das Obras de Schmitt:
Continuidade vs. Ruptura na Obra: Argumento de continuidade: Pré-1933, defesa moderada de autoritarismo; pós-1933, intensificação sem grandes mudanças (ex.: adaptações no Conceito do Político); não ruptura, mas “alteração de voltagem”. Texto de 1934: “Der Führer schützt das Recht”: Defesa do Führer como guardião da ordem (acima da Constituição); legitimação de assassinatos ordenados por Hitler; paralelo com ditador como protetor. Debate sobre Guardião da Constituição: Contraste com Hans Kelsen (1929: tribunal como guardião); Schmitt defende o presidente ou ditador; contextualização histórica das crises de Weimar. Influências e Conceitos Chave:
Democracia em Schmitt: Dissociação entre democracia e liberalismo; possibilidade de “democracia” compatível com ditadura via amigo-inimigo; visão autoritária, antipacifista. Conclusão da Exposição: Ênfase na ordem schmittiana como oposta ao liberalismo; crítica à coerência de Schmitt (intelectual, mas sem grandeza moral); apelo à sociedade organizada para bem-estar humano. Debate e Perguntas:
O Ukama será, a princípio, quinzenal, mas pode ter mais ou menos episódios conforme as demandas do projeto. O objetivo é criar um espaço de partilha, memória e divulgação, onde o conhecimento acadêmico encontra caminhos digitais para se conectar com a comunidade.
Este é um projeto coordenado pelo professor Marcos Carvalho Lopes e está aberto apara participação de pessoas interessadas.
O podcast está disponível no site sarma.filosofiapop.com.br e, gradativamente, em outras plataformas digitais.
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Neste episódio a estudante Camille Ohse Freitas e o Marcos Carvalho Lopes conversaram com BABÁLORISÁ TIMÓTEO TY OMOLU e com membros da comunidade ILÊ ASÉ OMO OLUAIÊ. O tema da conversa foi sobre como justiça, a ética e a mediação de conflitos sob a perspectiva dos orixás no Candomblé, com um foco especial em Omulu, Iemanjá e Oxoguiã. A conversa, no entanto, se expande para abordar diversos outros temas importantes dentro da religião, como preconceito, a estrutura comunitária do terreiro, a importância da fé e as histórias (itãs) de várias divindades.
É uma sobre os valores e a cosmovisão do Candomblé, utilizando o tema da justiça para explorar a natureza dos orixás, a importância da comunidade e a força da fé diante das adversidades.
Recohecer a sabedoria que estapresente e dá sentido as comunidades é um desafio que correntes filosóficas africanas, como a filosofia da sagacidade, tem enfrentado. Esperamos neste projeto desenvolver mais entrevistas nesse sestido, que forneçam reconhecimento e potencialize o conhecimento.
O Ukama será, a princípio, quinzenal, mas pode ter mais ou menos episódios conforme as demandas do projeto. O objetivo é criar um espaço de partilha, memória e divulgação, onde o conhecimento acadêmico encontra caminhos digitais para se conectar com a comunidade.
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Diferente do conhecido Ubuntu (“eu sou porque nós somos”), o Ukama vai além das relações humanas, abraçando toda a vida como parte de um círculo de parentesco. Filosofias como a de Jean Bosco Kakozi e vozes como a de Ailton Krenak, líder indígena brasileiro, nos mostram que rios, florestas e montanhas são nossos “rama” – aqueles que compartilham o mesmo leite materno da existência. O episódio destaca como essa visão ressoa no Brasil, especialmente na luta pelo Rio Doce (Watu), descrito por Krenak como um avô em coma após a tragédia de Mariana.
Inspirados por Félix Guattari e Wangari Maathai, discutimos as três ecologias inseparáveis: a do eu, a social e a ambiental. A destruição de um ecossistema não é apenas uma perda natural – ela afeta comunidades e a saúde mental de indivíduos. Ukama nos ensina que a cura também é interligada: restaurar um rio pode devolver dignidade a um povo. Esse é o poder transformador que o movimento de plantio de árvores de Maathai exemplifica no Quênia, e que ecoa nas ações comunitárias brasileiras.
Como levar essa sabedoria adiante? O episódio propõe uma educação ambiental descolonial, centrada nos saberes indígenas e locais. Imagine crianças aprendendo os nomes das plantas em suas línguas maternas, plantando hortas comunitárias ou defendendo territórios ameaçados. Nas universidades, a pesquisa se volta para a harmonia, não para a exploração. A arte, como documentários sobre rios vivos, torna-se uma ferramenta para despertar empatia e conexão.
Ukama não é apenas uma teoria – é um convite. Como você pode honrar seu parentesco com o cosmos hoje? Ouça este episódio e junte-se a nós nessa jornada de cura. Deixe seu comentário: como você se reconecta com a natureza? Compartilhe suas ideias e inspire outros!

Ouça agora o Episódio 3: Ukama e Consciência Ambiental
O Ukama será, a princípio, quinzenal, mas pode ter mais ou menos episódios conforme as demandas do projeto. O objetivo é criar um espaço de partilha, memória e divulgação, onde o conhecimento acadêmico encontra caminhos digitais para se conectar com a comunidade.
Este é um projeto coordenado pelo professor Marcos Carvalho Lopes, com a participação da bolsista de extensão Ana Laura Sousa Silva.
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Como viver o Ukama no cotidiano da aprendizagem?
Essa é a pergunta que guia o segundo episódio do podcast Ukama. Depois de explorar o conceito como uma filosofia africana da interconexão, agora voltamos o olhar para um dos campos mais transformadores da vida em comunidade: a educação.
Do pátio da escola, onde uma criança aprende a chamar uma árvore de parente, até a universidade, que pode deixar de ser uma torre de marfim para se tornar um organismo vivo, Ukama abre caminhos para descolonizar currículos, mentes e práticas pedagógicas.
Neste episódio, refletimos sobre:
Mais do que ensinar conteúdos, Ukama propõe cultivar modos de ser no mundo — formando pessoas capazes de reconhecer que o conhecimento é uma prática de cuidado, responsabilidade e pertencimento.

Escute agora e venha refletir conosco sobre como Ukama pode transformar a forma de ensinar e aprender.
O Ukama será, a princípio, quinzenal, mas pode ter mais ou menos episódios conforme as demandas do projeto. O objetivo é criar um espaço de partilha, memória e divulgação, onde o conhecimento acadêmico encontra caminhos digitais para se conectar com a comunidade.
Este é um projeto coordenado pelo professor Marcos Carvalho Lopes, com a participação da bolsista de extensão Ana Laura Sousa Silva.
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Bem-vindos ao primeiro episódio do podcast Ukama: Filosofia do Direito e Justiça Social, um projeto de extensão da Universidade Federal de Jataí que mergulha na sabedoria africana para iluminar questões de direito, justiça e convivência. Neste episódio, exploramos o conceito de Ukama, uma filosofia poderosa da língua Shona, falada no Zimbábue, Moçambique e Zâmbia, que significa “relacionamento” ou “interconexão”. Ukama é mais do que uma palavra — é uma cosmovisão biocêntrica que nos convida a reconhecer a interdependência entre todas as formas de vida, humanas e não humanas, passadas, presentes e futuras.
Neste episódio, desvendamos as raízes de Ukama, que vem do verbo kama — o ato de ordenhar com cuidado, um gesto de reciprocidade que nutre a comunidade. Daí surge hama, que significa “parente”, expandindo a ideia de família para além de laços sanguíneos, abraçando uma rede ampla de relações. Ukama, então, é o estado de estar conectado, um chamado para vivermos conscientes de que somos parte de uma teia cósmica, onde cada ação impacta o todo.
Descobrimos como Ukama dialoga com o Ubuntu, ampliando sua visão de humanidade compartilhada para incluir a natureza, os ancestrais e as futuras gerações. Enquanto Ubuntu nos ensina que “um ser humano é um ser humano através de outros seres humanos”, Ukama vai além, conectando-nos ao mundo biofísico e espiritual por meio da ancestralidade totêmica, onde plantas e animais são vistos como parentes com “alma humana”. Essa visão, expressa no conceito de Cosmo-Ubuntu, desafia dicotomias antropocêntricas e propõe uma ética de cuidado mútuo, com impacto profundo na justiça social e ambiental.
No Brasil, vozes como Vanda Machado, com sua visão dos terreiros de candomblé como espaços de aprendizado relacional, Nego Bispo, que fala da afro-confluência entre quilombos e indígenas, Sandra Petit, com sua Pretagogia do corpo-dança afroancestral, e Ailton Krenak, que nos lembra que a terra é parente, mostram como Ukama vive nas práticas comunitárias que resistem ao colonialismo. Essas perspectivas reforçam que Ukama é uma filosofia viva, uma “ecologia das relações” que integra humanidade, natureza e ancestralidade.
Mais do que uma reflexão teórica, Ukama é um chamado à ação. Ele nos desafia a repensar a crise climática como uma crise de relacionamento com a natureza e a construir sociedades justas, onde o bem-estar de um é o bem-estar de todos. Através da “solidariedade anamnésica”, honramos nossos ancestrais e as futuras gerações, agindo com responsabilidade no presente.
Junte-se a nós para explorar como Ukama pode transformar nossa visão de mundo, do direito e da justiça social. Como você pode cultivar Ukama no seu dia a dia, fortalecendo laços com as pessoas, a natureza e os saberes ancestrais? Este é o convite deste episódio: enxergar não estranhos ou recursos, mas parentes, em uma revolução quieta e profunda de interconexão.
Não perca este episódio do podcast Ukama: Filosofia do Direito e Justiça Social. Ampanhe nossos próximos episódios para mais reflexões sobre filosofia, direito e justiça!
O Ukama será, a princípio, quinzenal, mas pode ter mais ou menos episódios conforme as demandas do projeto. O objetivo é criar um espaço de partilha, memória e divulgação, onde o conhecimento acadêmico encontra caminhos digitais para se conectar com a comunidade.
Este é um projeto coordenado pelo professor Marcos Carvalho Lopes, com a participação da bolsista de extensão Ana Laura Sousa Silva.
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O nome Sarma vem de uma palavra grega presente em um fragmento atribuído a Heráclito de Éfeso, que dizia: “O mais belo cosmos é como um monte de restos jogados ao acaso”. Inspirados por essa ideia, o projeto busca transformar produções acadêmicas e culturais — muitas vezes fragmentadas ou invisibilizadas — em conteúdos acessíveis e em diálogo com a sociedade.
Dentro desse projeto nasce o Ukama, palavra da tradição africana shona que significa relacionamento, interconexão, parentesco ampliado. O podcast estreia com uma série de três episódios dedicados a explorar esse conceito, mas também irá abrigar áudios de palestras, rodas de conversa e outras atividades da UFJ.
O Ukama será, a princípio, quinzenal, mas pode ter mais ou menos episódios conforme as demandas do projeto. O objetivo é criar um espaço de partilha, memória e divulgação, onde o conhecimento acadêmico encontra caminhos digitais para se conectar com a comunidade.
Este é um projeto coordenado pelo professor Marcos Carvalho Lopes, com a participação da bolsista de extensão Ana Laura Sousa Silva.
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